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Entrevista para Corresponsables com Agustina Liniers, Diretora de Comunicação da fibratel, na qual ela analisa a estratégia ESG da empresa e seu compromisso com uma digitalização sustentável baseada nas pessoas, no cuidado com o meio ambiente e na contribuição social. A fibratel é uma integradora tecnológica com mais de 30 anos de experiência, especializada em soluções de TI avançadas, centros de dados, cibersegurança, redes e infraestruturas, que trabalha com clientes de todos os setores para impulsionar a sua transformação digital com critérios de eficiência e responsabilidade.

Agustina Liniers detalha os planos do grupo para reduzir as emissões, avançar para a neutralidade de carbono e promover a economia circular, bem como as políticas de igualdade, formação, bem-estar e impacto social que fazem parte da sua cultura corporativa. Aborda também a importância do voluntariado, a colaboração com entidades sociais e o papel da tecnologia como ferramenta para avançar rumo a um futuro mais sustentável.

A fibratel leva mais de três décadas a impulsionar a digitalização sustentável. Como é que integram a sustentabilidade na estratégia e cultura corporativa do grupo?

Na fibratel temos muito claro que a sustentabilidade não é algo isolado, mas parte de como fazemos as coisas. Faz parte da nossa estratégia, da nossa cultura e da forma como nos relacionamos com todos os nossos grupos de interesse. A nossa política assenta em três pilares: as pessoas, o cuidado com o ambiente e o impacto positivo na comunidade. Tudo isto, claro, alinhado com os ODS e com uma visão clara: crescer de forma responsável, inovadora e eficiente.

A partir disso, procuramos integrar práticas sustentáveis em todos os processos, gerar relações transparentes e de confiança com clientes, fornecedores e funcionários, e avançar em boas práticas sociais, ambientais e de governança. Também trabalhamos para minimizar o impacto negativo da nossa atividade e levar essa visão responsável para além da empresa. Esta filosofia está presente no nosso dia a dia e permite-nos acompanhar outras organizações nos seus processos de transformação digital, sempre com uma abordagem responsável e sustentável.

Que medidas concretas estão a adotar para reduzir o seu impacto ambiental e avançar para a neutralidade carbónica?

Reduzir o nosso impacto ambiental é uma prioridade. Estabelecemos uma meta clara: reduzir em 20% as emissões de CO₂ entre 2025 e 2027. Para alcançá-la, já estamos a agir: renovamos a frota com veículos elétricos e híbridos, usamos a IoT para monitorizar o consumo de energia, olhamos para a nuvem, projetamos centros de dados mais sustentáveis e realizamos auditorias energéticas de forma recorrente.

Também trabalhamos com fornecedores que utilizam energia renovável e possuem certificações como ISO 9001 e 14001, porque acreditamos que este é um compromisso partilhado. Internamente, promovemos campanhas de sensibilização e formação ambiental para funcionários e clientes, e medimos tudo isto com indicadores para garantir que estamos no caminho certo.

Que progressos alcançaram em matéria de inclusão e bem-estar do pessoal?

Na fibratel, trabalhamos para criar um ambiente inclusivo e equitativo. Temos um plano de igualdade e políticas ativas de diversidade que já nos permitiram reduzir em seis pontos a disparidade de género em apenas um ano. No final de 2024, as mulheres representavam 19% da força de trabalho, contra 13% no ano anterior, o que é um avanço muito importante para um setor como o tecnológico.

Além disso, cuidamos do bem-estar da equipa com programas como o fibratel Healthy e realizamos um estudo psicossocial que nos ajudou a implementar melhorias reais: mais coordenação entre áreas, melhor gestão do tempo, espaços de escuta e campanhas para cuidar da saúde postural e emocional.

Como promovem o desenvolvimento profissional e a formação contínua numa empresa tão ligada à inovação tecnológica?

Sabemos que a formação contínua é fundamental para sustentar a inovação. Por isso, oferecemos planos de desenvolvimento personalizados, itinerários de promoção interna, formação técnica avançada e programas de liderança corporativa.

Em 2025, destinamos mais de 170 000 euros para capacitar mais de 200 funcionários em tecnologias como Cisco, AWS, Microsoft ou Fortinet, entre outras. A isto juntamos programas de upskilling e reskilling e formação em competências sociais, como liderança, comunicação e trabalho em equipa. Estas formações são ministradas através de plataformas digitais, sessões presenciais com parceiros estratégicos e entidades especializadas em formação em TI.

Além disso, organizamos webinars e workshops sobre tecnologias emergentes, como a IA generativa, para continuar a promover uma cultura de aprendizagem constante.

A fibratel colabora com entidades como Cáritas, Save the Children ou Banco de Alimentos. Que critérios seguem para escolher os projetos em que se envolvem?

Escolhemos colaborar com projetos que gerem um impacto social real e que partilhem os nossos valores: inclusão, educação e solidariedade. Focamo-nos em iniciativas duradouras que beneficiem grupos vulneráveis e nas quais a nossa equipa possa envolver-se ativamente.

Como mencionou, trabalhamos com entidades como o Banco de Alimentos, Cáritas, Save the Children, UNICEF ou Médicos Sem Fronteiras, entre outras. Esta escolha baseia-se sempre em critérios éticos, de impacto e de alinhamento com a nossa política de responsabilidade social. Antes de nos juntarmos a qualquer projeto, avaliamo-lo para garantir que as nossas ações contribuem de forma coerente para o bem-estar social e coletivo.

Que papel desempenha o voluntariado corporativo na construção da sua cultura socialmente responsável?

O voluntariado corporativo é parte fundamental da nossa cultura. Incentivamos a nossa equipa a participar ativamente em iniciativas solidárias relacionadas com a alimentação, a saúde ou a educação.

Acreditamos que, além de gerar um impacto positivo na sociedade, estas ações fortalecem a coesão interna, reforçam o compromisso com os valores da empresa e contribuem para um melhor ambiente de trabalho.

Que mensagem gostaria de transmitir a outras empresas do setor tecnológico sobre a importância de integrar a sustentabilidade no seu modelo de negócio?

Hoje em dia, a sustentabilidade não é uma opção, é uma responsabilidade estratégica. Na Fibratel, acreditamos que não deve ser vista como uma obrigação, mas como uma oportunidade para se diferenciar, gerar confiança, atrair talentos e crescer de forma coerente com os valores do ambiente atual.

Num setor como o tecnológico, em que a inovação avança muito rapidamente, integrar critérios ESG é fundamental para avançar rumo a uma economia mais justa e responsável. No nosso caso, isso permitiu-nos evoluir como empresa, estreitar laços com os nossos grupos de interesse e contribuir para um futuro digital mais sustentável.

Além disso, entendemos que a sustentabilidade também implica igualdade e diversidade. Por isso, incluímos o nosso plano de igualdade como uma ferramenta real de transformação, alinhada com a legislação em vigor e como um passo necessário para uma sociedade mais inclusiva.

Encorajamos as empresas do setor a liderar esta mudança a partir de dentro, tornando a sustentabilidade um motor de inovação e compromisso.

Ouça o podcast completo aqui

Fonte da entrevista: «A sustentabilidade hoje em dia não é uma opção, é uma responsabilidade estratégica» – Corresponsables